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Aparecendo como o sobrinho de Sri Rupa e Sanatana Goswami, Sri Jiva Goswami demonstrou todas características encantadoras de um mahapurusha (pessoa divina). Tinha olhos de lótus, um nariz e testa altos, peito largo, braços longos, e um radiante corpo dourado.

Em sua infância ele fez uma Deidade de Krishna-Balarãma. Expressando sua devoção pura, freqüentemente ele chorava enquanto Os adorava. Após oferecer roupas, chandana, flores, ornamentos e saborosos doces para Krishna-Balarãma, ele pegava alguns e dava maha-prasadam para seus colegas. Desde o início Jiva demonstrou sua bondade para com outras jivas (entidades vivas). Jiva era tão apegado a Krishna-Balarãma que na hora de deitar à noite abraçava suas Deidades e caia no sono. Seus pais achavam que estava apenas brincando. Porém os aldeões regozijavam-se ao ver o amor de Jiva por Krishna-Balarãma.

Na escola ele rapidamente dominou a gramática sânscrita, poesia, lógica e filosofia. Srimad Bhagavatam dava vida à vida dele. Krishna-katha enchia-o de felicidade. Ninguém se atrevia a falar outra coisa com ele a não ser sobre Krishna. Ele excursionou por Navadvipa-dhama com Sri Nityananda Prabhu, estudou sânscrito em Benares, e depois residiu em Vrndavana. Após humildemente servir Sri Rupa Goswami lavando os pés dele, preparando seus manuscritos, e editando seus livros, ele recebeu diksha.

Uma vez o idoso Vaisnava, Vallabhacharya, deu conselho crítico a Sri Rupa Goswami sobre seus escritos. Embora muito mais jovem que o venerável Vallabha, Sri Jiva imprudentemente falou em defesa de seu guru. Sri Rupa Goswami repreendeu Sri Jiva dizendo para deixar Vrndavana. Morando num buraco abandonado de crocodilo em Nanda Ghat (a 45 minutos do bhajana kutir de Sri Rupa). Sri Jiva Goswami começou a jejuar. Ele subsistia de farinha de trigo, que mendigava, misturada com água do Yamuna. Vendo sua estrita abnegação, Sanatana Goswami trouxe-o de volta ao serviço de Sri Rupa Goswami.

Srila Prabhupada uma vez comentou sobre este “passatempo de guru-discípulo.” “Sri Rupa Goswami extraditou Jiva Goswami para ensinar a nós, devotos de hoje em dia, uma lição. Não foi feito para ensinar ou punir Sri Jiva Goswami, que é perfeitamente liberado, um associado eterno do Senhor Krishna. Rupa Goswami mandou Jiva Goswami para fora de Vrndavana para ensinar todas jivas o que ele escreveu no Upadesamrta: vaco vegam manah sah krodah vegam, jihva vegam... Em todas ocasiões, um devoto deve controlar sua língua, sua fala, e sempre permanecer humilde, trnad api sunicena.”

Após o desaparecimento de Sri Rupa e Sri Sanatana Goswamis, Sri Jiva Goswami se tornou o Gaudiya sampradayacharya para guiar todos Vaisnavas em Navadvipa, Vrindavana, Jagannatha Puri. Embora ele fosse o líder indisputado, sempre agia como um humilde servo de todas jivas. Sempre que Vaisnavas Bengalis visitavam Vrindavana ele os recebia amorosamente, arranjava-lhes prasadam e aposentos confortáveis, e até mesmo os guiava no Vraja mandala parikrama.

Um superexcelente erudito no sânscrito, Sri Jiva Goswami compunha versos sânscritos em sua mente e os escrevia sem modificar nada. Escrevê-los significava que usava um estilete de metal para gravá-los permanentemente em folhas de palmeira. Este método de inscrição não permitia apagar, editar, reescrever ou revisar a ortografia. Contudo, cada verso era uma jóia inavaliável de perfeita métrica, ritmo, poesia e significado. Foi o maior filósofo em toda história da Índia. Sanscritistas contemporâneos aclamam-no como maior erudito que jamais viveu.

Sri Jiva Goswami era o mais jovem porém mais prolífico escritor entre os Goswamis. Escreveu meio milhão estonteante de versos sânscritos (uns 25 livros). Seus livros provam que a filosofia de Sri Chaitanya dá a essência da sabedoria védica e a perfeição da religião. Gopala Champa, Sat Sandarbhas e Hari Nama-vyakarana são três de suas obras mais famosas. Os Sandarbhas estabelecem firmemente as verdades transcendentais do Srimad Bhagavatam. Também confirmam que o senhor Sri Krishna é a Suprema Verdade Absoluta (svayam bhagavan), a causa de tudo e a fonte de todos avataras. Qualquer um que fielmente leia estes livros irá se tornar um devoto de Krishna.

Satyaranarayana Dasa, um estudioso de sânscrito Gaudiya Vaisnava que ora está traduzindo os Sandarbhas para o inglês pela ISKCON BBT (Bhaktivedanta Book Trust) dá esta explicação sobre o nome de Jiva Goswami: “Na verdade, o nome de Sri Jiva Goswami, Jiva, é muito interessante quando considerado à luz do verso Bhagavata: ahastami sahastanam apdani catus padam... jivo jivasya jivanam, “Animais sem mãos são alimento para os que tem mãos, aqueles sem pés são alimentos para os de quatro patas... em todo lugar uma jiva (entidade viva) é alimento para outra.” Outro significado para Jiva é, “aquele que dá vida aos outros.” Assim o conhecimento espiritual dado por Jiva Goswami em seus vinte e cinco livros dá vida a todos os devotos.

Outro nome para Jiva é jivakah, “aquele que faz as jivas (seres vivos) emitir sons extáticos.” Sri Jiva Goswami fazia isso ao suprir o significado esotérico do Srimad Bhagavatam através de seus comentários Bhagavata e os Sat Sandarbhas. Quem expande a natureza da jiva, seu relacionamento com o Senhor, o processo de alcançar a meta máxima da vida é jivakah ou jiva.”

A seguinte citação provém do nectário Gopala Champa de Sri Jiva Goswami, que descreve os lúdicos passatempos de Vrindavana de Radha-Damodara. “Da colina de Govardhana uma grande forma de Govardhana Se manifestou. Todos Vrajavasis junto com o próprio Krishna então ofereceram reverências para aquela forma gigantesca. Enquanto Sri Krishna assistia de mãos postas, aquela grande personalidade Govardhana vociferou: ‘Vou comer todas vossas oferendas.’ Ele comeu e bebeu água esvaziando todos os kundas em torno da colina. Enquanto comia todas preparações feitas pelos Vrajavasis com Sua mão direita, Ele estalava os dedos da mão esquerda. Os vaqueiros correram saindo do caminho quando Govardhana esticou Suas mãos para pegar mais e clamou: Aniyor! Aniyor! Aniyor! ‘Tragam mais, tragam mais, tragam mais.’ A pedido de Acharyani Jahnavi Devi Thakurani, Sri Jiva Goswami fez Srinivasa Acharya, Narottama Dasa Thakura, e Shyamananda Prabhu levar os escritos dos Goswamis de Vrindavana para Bengala. Eles traduziram-nos para Bengali e distribuíram-nos através da Bengala e Orissa. Também pregaram extensivamente e iniciaram centenas de devotos. Em 1542, Sri Jiva Goswami estabeleceu a adoração de Sri Sri Radha-Damodara no Seva Kunja, Vrindavana. Seu samadhi fica no complexo do templo. Sri Jiva Goswami é Vilasa Manjari na nitya Vrindavana lila de Radha-Damodara. (17,35)

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Jiva Goswami Biografia



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Danilo Nicolace [Nayana]





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