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Sanatana Goswami apareceu em 1488, cinco anos antes de Sri Rupa Goswami, numa família de Sarasvata brahmanas em Bengala. Sanatana e seus dois irmãos, Rupa e Anupama, estavam sempre absortos em bhava bhakti desde a primeira infância. Lembrando de Vrindavana, eles nomeavam as florestas nas quais brincavam conforme as doze florestas de Vraja (Talavana, Madhuvana, Kamyavana, Mahavana). Chamavam suas lagoas favoritas para tomar banho Radha-kunda e Shyama-kunda.

 

Em sua juventude, Sri Sanatana sonhou que um lindo menino brahmana lhe deu um Srimad-Bhagavatam. Sentindo-se extático, ele acordou. Mas não vendo nem o menino e nem o Bhagavatam, sentiu-se triste. Quando Sanatana começou seu puja naquela manhã, contudo, o próprio Krishna, disfarçado como um lindo menino brahmana, veio e disse: “Tome este Srimad-Bhagavatam de Mim, sempre estude-o, e alcançarás a perfeição.”

 

No Krishna-lila-stava, Sri Sanatana Goswami glorifica o Srimad Bhagavatam: “Ó santo Bhagavatam, és minha única companhia, meu único amigo, e meu guru. És meu maior tesouro e meu salvador pessoal. És o emblema de minha mais elevada fortuna e a própria forma do êxtase. Ofereço minhas reverências a ti.”

 

Forçado a submeter-se ao governo muçulmano reinante, Sri Rupa e Sri Sanatana se tornaram ministros e vivam em Ramakeli. Mas a verdadeira ocupação deles era ensinar shastras que eles aprendiam de Vidyavacaspati, irmão de Sarvabauma Bhattacharya. Pandits e brahmanas de toda Índia vinham estudar sob os dois irmãos. Sri Rupa e Sanatana eram aclamados como “as jóias reais dos eruditos Gaudiya Vaisnavas.” Depois que o Senhor visitou Ramakeli e os libertou, eles renunciaram a tudo pelo serviço ao Senhor Gauranga. Sri Chaitanya Mahaprabhu ordenou que Sri Rupa e Sanatana se mudassem para Vrindavana e realizassem quatro serviços: 1) Descobrir os locais dos passatempos de Krishna. 2) Instalar Deidades, fazer arranjos para o puja Delas. 3) Compilar escrituras bhakti. 4) Propagar as regras da vida devocional. “Ingressando no serviço do Senhor Chaitanya, resolutamente abandonaram o poder, riquezas, e posição para viver em Vrindavana como humildes mendicantes absorvidos em bhajana. Não se pode fazer bhajana corretamente até que se renuncie a todos apegos tanto interna quanto externamente, e se adote uma vida de simplicidade e humildade.” (Sri Vraja Mandala Parikrama).

 

Eles viajaram extensamente através da Vrja mandala descobrindo muitos lilas sthanas de Radha-Madhava. Não tendo residência fixa, eles roubavam alguns momentos de sono (nunca mais que uma e meia hora por dia) sob uma árvore ou moita. Sri Rupa e Sri Sanatana Goswamis passavam todo seu tempo discutindo os passatempos de Krishna, e cantando os santos nomes de Krishna.

 

Para manter-se, Sanatana mendigava um pouco de farinha de trigo, rolava-a fazendo uma bola adicionando água do Yamuna, e jogava esta nos carvões em brasa para cozinhar. Ele oferecia este bati (bola de pão assado sem sal) a sua Deidade de Madana Mohana. Abandonando todo tipo de desfrute material, os Goswamis aceitavam o mais pobre meio de vida como mendicantes. Comiam apenas o bastante para manter seus corpos.

 

O Radha-Madana Mohana Mandir estabelecido por Sanatana Goswami foi o primeiro aberto em Vrindavana pelos seis Goswamis. Descrito como “a extensão pessoal do corpo de Sri Chaitanya Mahaprabhu,” Sri Sanatana é o mestre espiritual ideal porque ele nos dá abrigo aos pés de lótus de Madana Mohana. As três Deidades de Vrindavana (Madana Mohana, Govindaji e Gopinatha) são a vida e a alma dos Gaudiya Vaisnavas. A Deidade de Madana Mohana tem a qualidade especifica de ajudar os devotos neófitos a compreender seu relacionamento eterno com a Suprema Personalidade de Deus, o Senhor Sri Krishna.

 

Madana Mohana” significa Krishna que é tão idescritivelmente belo que Ele atrai Cupido, Kamadeva. Sanatana Goswami é o sambandha acharya que nos dá conhecimento sobre nosso devido relacionamento com Krishna. E sua Deidade, Madana Mohana, nos ajuda a vencer nossa atração pela gratificação sensorial material (Cupido) e fixa nossas mentes no serviço devocional.

 

Sri Sanatana Goswami passou quarenta e três anos vagando de aldeia em aldeia em Vrindavana. Os Vrajavasis cuidavam afetuosamente dele, tratando-o como pai deles. Com paciência e interesse ele ouvia os problemas deles. Então ele satisfazia todos aldeões mediante sua pregação e conselho prático sobre tudo, desde aumentar o rendimento das safras até resolver rusgas familiares.

 

“renunciando a todos prazeres mundanos, Sanatana Goswami era humilde, desapegado, sempre absorvido em estudo. Mahaprabhu frequentemente dizia que Sanatana Goswami era Seu devoto favorito. Como um oceano de amor e misericórdia, Sanatana sobrepujava todos outros devotos em sua compaixão para com as almas caídas.” (Bhakti-ratnakar).

 

Em seus últimos anos, ele deixou sua amada Deidade de Madana Mohana com Krishna Dasa brahmachari, seu discipulo. Fazia bhajana nas margens do Manasi Ganga junto a Cakalesvara Mahadeva em Govardhana. Diariamente ele caminhava pelo parikrama de vinte e quatro milhas (a rota original mais longa) da Colina de Govardhana. Embora tivesse sessenta e cinco anos de idade, mantinha seu voto diário de oferecer 1.008 reverências à Colina de Govardhana e a quaisquer Vaisnava que encontrasse.

 

Compreendendo a dificuldade de Seu devoto puro, Sri Madana Mohana apareceu um dia e disse: “Baba! Estás velho. Não faça tanto esforço caminhando em torno da Colina de Govardhana todo dia.”

 

Sanatana respondeu: “Esta é uma de minhas atividades diárias no meu bhajana. Tenho que mantê-la.”

 

“Como estás velho” disse Madana Mohana “agora podes deixar este voto.”

 

Começando a caminhar de novo, Sanatana retrucou: “Nunca hei de deixar meus princípios religiosos.”

 

A firme determinação de Sanatana Goswami em completar seu voto devocional diário agradou a Sri Madana Mohana (Krishna). Porém nas relações amorosas entre o Senhor e Seu devoto puro, o desejo de Krishna de satisfazer Seu devoto frequentemente derrota o desejo do devoto de agradar a Ele. Assim, por compaixão amorosa por Seu devoto, Sri Krishna ficou de pé sobre uma grande pedra plana (Govardhana shila) tirada de Giriraja. Ele tocou Sua irresistível flauta. A Govardhana shila derreteu de êxtase, capturando a impressão dos pés de lótus de Krishna.

 

Apresentando isto a Sanatana, Krishna disse: “Se puderes circumambular esta shila todo dia será o mesmo que ir em torno da Colina de Govardhana diariamente. Manterás teu voto intacto e não comprometerás teus principios religiosos.” Vendo que o próprio Giriraja (Sri Krishna) havia lhe dado a shila, Sanatana Goswami agradecido aceitou. Ainda se pode ver essa Govardhana shila no templo Radha Damodara.

 

Sri Bhaktivinoda Thakura disse no Jaiva Dharma: “Sanatana Goswami foi impoderado para explicar os aspectos esotéricos das Vraja lilas manifestas e imanifestas de Krishna.” Sanatana Goswami fez uma significante contribuição literária a Gaudiya sampradaya com seu Hari-bhakti-vilasa, Brhad-Bhagavatmrta, e Brhad-Vaisnava-tosani.

 

Na forma de Labanga manjari, Sanatana Goswami serve Srimati Visakha-devi na nitya-nikunja-lila. O samadhi de Sanatana Goswami fica atrás do templo de Radha Madana Mohana. (17,29).

Sanatana Goswami Biografia



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Danilo Nicolace [Nayana]





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